Sexualidade: saiba como abordar o tema com seus filhos

Tempo de leitura: 7 min

Escrito por mcoutinho
em abril 26, 2022

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Sexualidade: saiba como abordar o tema com seus filhos

As explicações devem variar conforme a idade do jovem

A curiosidade é uma das principais características de crianças e adolescentes, algo natural, já que eles estão começando a entender o funcionamento do mundo ao seu redor. Em se tratando de alguns temas específicos, isso pode ser algo mais complicado de lidar — principalmente se a questão é permeada por medos e tabus.

Um exemplo disso é a temática da sexualidade, que, para além do ato sexual e da reprodução, também envolve questões relacionadas a saúde feminina e masculina, afetividade, identidade, relacionamentos e até autoestima. 

É claro que existem formas diferentes de abordar o assunto em cada fase da vida. Mas cabe aos pais tornar esse assunto algo natural, oferecendo aos filhos um maior entendimento e cuidado com o seu próprio corpo.

Porque é tão difícil falar de sexualidade?

Se um assunto é tratado como tabu, com certeza falar abertamente sobre ele será muito mais complicado, devido às diversas camadas de achismos e preconceitos que o sobrepõem. Com a sexualidade não poderia ser diferente.

A falta de conhecimento e explicações baseadas em crendices fizeram com que as pessoas vissem o sexo como algo impuro e voltado estritamente para a reprodução por séculos. Junto a isso, processos naturais do corpo, a exemplo do ciclo menstrual feminino, também foram estigmatizados.

O desenvolvimento científico foi de suma importância, pois conseguiu pôr luz sobre o tema e mostrar que sexualidade não é nenhum bicho de sete cabeças, mas algo natural do ser humano. Esse processo de desmistificação acontece até hoje e, por isso mesmo, ainda é tão difícil falar de sexualidade sem envolver preconceitos. 

Como falar de sexualidade com meus filhos?

Antes de falar de sexualidade com os pequenos, é preciso analisar a forma como a enxergamos. Se for com preconceitos, medo e ojeriza, com certeza, será mais complicado; mas se tratarmos com naturalidade e discernimento tudo fica mais fácil.

Como já foi dito no início, cada fase da criança e do adolescente pede uma forma diferente de abordagem. Nos primeiros anos de vida até os 3 anos, é comum que eles perguntem de onde vêm os bebês. Nessa fase respostas simples bastam, até porque a criança não conseguirá captar todas as informações.

Já entre 4 e 5 anos, a curiosidade ganha um pouco mais de força e os pequenos tendem a questionar como os bebês são “feitos”. À medida que eles são alfabetizados, entre 6 e 8 anos, respostas evasivas e pouco aprofundadas já não são suficientes. Para tanto, a literatura infantil é uma excelente aliada.

Alguns livros recomendados são Gogô, de onde vêm os bebês?, de Caroline Arcari, para crianças de 2 aos 7 anos; Mamãe botou um ovo!, de Babette Cole, indicado para os pequenos a partir dos 3 anos; e o clássico De onde viemos?, de Peter Mayle e Arthur Robins, recomendado para crianças entre 7 e 10 anos de idade.

A prevenção contra o assédio sexual também está presente nesse tipo de literatura, a exemplo dos livros Pipo e Fifi, de Caroline Arcari, e Não me toca, seu boboca, de Andrea Viviana Taubman. Dessa forma, os pequenos poderão identificar comportamentos inadequados por parte dos adultos e pedir ajuda se necessário.

Estes livros consideram o entendimento de cada idade e trazem a temática da sexualidade de modo lúdico e didático para cada fase da vida, sendo, inclusive, recomendados por pediatras e educadores.

A pré-adolescência e a adolescência, por sua vez, propiciam um entendimento mais aprofundado sobre questões como mudanças no corpo da menina e do menino, orientação sexual e prevenção de doenças. Para essa fase, vale a leitura de O planeta eu: conversando sobre sexo, de Lilian Iacocca.

Além disso, a própria escola será uma grande aliada ao trazer a temática para dentro da sala de aula, por meio das aulas de ciência e biologia.

Falar de sexualidade exige abertura ao diálogo 

Tornar a conversa sobre sexualidade algo lúdico é importante para as crianças, mas para os adolescentes é preciso ir além. E é aí que entra a necessidade da abertura dos pais para um diálogo franco e sem julgamentos prévios, principalmente porque este é um período de formação do corpo e da identidade do jovem.

Lembre-se de que todos passamos por essa fase de grandes transformações (internas e externas) e que, por isso mesmo, o momento exige um maior acolhimento. Na dúvida, busque auxílio de um psicólogo ou pedagogo.

As explicações devem variar conforme a idade do jovem

A curiosidade é uma das principais características de crianças e adolescentes, algo natural, já que eles estão começando a entender o funcionamento do mundo ao seu redor. Em se tratando de alguns temas específicos, isso pode ser algo mais complicado de lidar — principalmente se a questão é permeada por medos e tabus.

Um exemplo disso é a temática da sexualidade, que, para além do ato sexual e da reprodução, também envolve questões relacionadas a saúde feminina e masculina, afetividade, identidade, relacionamentos e até autoestima. 

É claro que existem formas diferentes de abordar o assunto em cada fase da vida. Mas cabe aos pais tornar esse assunto algo natural, oferecendo aos filhos um maior entendimento e cuidado com o seu próprio corpo.

Porque é tão difícil falar de sexualidade?

Se um assunto é tratado como tabu, com certeza falar abertamente sobre ele será muito mais complicado, devido às diversas camadas de achismos e preconceitos que o sobrepõem. Com a sexualidade não poderia ser diferente.

A falta de conhecimento e explicações baseadas em crendices fizeram com que as pessoas vissem o sexo como algo impuro e voltado estritamente para a reprodução por séculos. Junto a isso, processos naturais do corpo, a exemplo do ciclo menstrual feminino, também foram estigmatizados.

O desenvolvimento científico foi de suma importância, pois conseguiu pôr luz sobre o tema e mostrar que sexualidade não é nenhum bicho de sete cabeças, mas algo natural do ser humano. Esse processo de desmistificação acontece até hoje e, por isso mesmo, ainda é tão difícil falar de sexualidade sem envolver preconceitos. 

Como falar de sexualidade com meus filhos?

Antes de falar de sexualidade com os pequenos, é preciso analisar a forma como a enxergamos. Se for com preconceitos, medo e ojeriza, com certeza, será mais complicado; mas se tratarmos com naturalidade e discernimento tudo fica mais fácil.

Como já foi dito no início, cada fase da criança e do adolescente pede uma forma diferente de abordagem. Nos primeiros anos de vida até os 3 anos, é comum que eles perguntem de onde vêm os bebês. Nessa fase respostas simples bastam, até porque a criança não conseguirá captar todas as informações.

Já entre 4 e 5 anos, a curiosidade ganha um pouco mais de força e os pequenos tendem a questionar como os bebês são “feitos”. À medida que eles são alfabetizados, entre 6 e 8 anos, respostas evasivas e pouco aprofundadas já não são suficientes. Para tanto, a literatura infantil é uma excelente aliada.

Alguns livros recomendados são Gogô, de onde vêm os bebês?, de Caroline Arcari, para crianças de 2 aos 7 anos; Mamãe botou um ovo!, de Babette Cole, indicado para os pequenos a partir dos 3 anos; e o clássico De onde viemos?, de Peter Mayle e Arthur Robins, recomendado para crianças entre 7 e 10 anos de idade.

A prevenção contra o assédio sexual também está presente nesse tipo de literatura, a exemplo dos livros Pipo e Fifi, de Caroline Arcari, e Não me toca, seu boboca, de Andrea Viviana Taubman. Dessa forma, os pequenos poderão identificar comportamentos inadequados por parte dos adultos e pedir ajuda se necessário.

Estes livros consideram o entendimento de cada idade e trazem a temática da sexualidade de modo lúdico e didático para cada fase da vida, sendo, inclusive, recomendados por pediatras e educadores.

A pré-adolescência e a adolescência, por sua vez, propiciam um entendimento mais aprofundado sobre questões como mudanças no corpo da menina e do menino, orientação sexual e prevenção de doenças. Para essa fase, vale a leitura de O planeta eu: conversando sobre sexo, de Lilian Iacocca.

Além disso, a própria escola será uma grande aliada ao trazer a temática para dentro da sala de aula, por meio das aulas de ciência e biologia.

Falar de sexualidade exige abertura ao diálogo 

Tornar a conversa sobre sexualidade algo lúdico é importante para as crianças, mas para os adolescentes é preciso ir além. E é aí que entra a necessidade da abertura dos pais para um diálogo franco e sem julgamentos prévios, principalmente porque este é um período de formação do corpo e da identidade do jovem.

Lembre-se de que todos passamos por essa fase de grandes transformações (internas e externas) e que, por isso mesmo, o momento exige um maior acolhimento. Na dúvida, busque auxílio de um psicólogo ou pedagogo.

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