Fermentação natural vem ganhando espaço na linha de alimentações inclusivas

Tempo de leitura: 3 min

Escrito por admin
em outubro 14, 2021

Em busca de hábitos alimentares mais saudáveis, as pessoas  vêm buscando muitas alternativas para melhorar em alguns pontos. Sem abrir mão do que é usual e saboroso, buscamos eliminar alguns ingredientes específicos para que possamos continuar a consumir determinados alimentos. Um exemplo disso é o glúten, algo que pode prejudicar nossa saúde mas que está presente em muitos alimentos. Relacionado a isso, veja como a fermentação natural vem ganhando espaço na linha de alimentações inclusivas.

O que é a fermentação natural

O fermento natural é composto por apenas farinha e água. É uma cultura de bactérias que surgem a partir da mistura desses dois ingredientes. Ele é conhecido como levain, masa madre, massa mãe, sourdough , entre outros.

Este fermento natural surge através de uma espécie de contaminação nessa mistura de farinha e água causada por fungos e bactérias presentes no ambiente que se alojam ali a fim de crescer. As principais delas são os lactobacilos, as famosas “bactérias do bem”, presentes em algumas partes do nosso corpo e cumprem funções benéficas em nosso organismo.

O fermento natural exige paciência

Se você pretende preparar seu pão com fermento natural, é melhor se planejar com certa antecedência. A fermentação natural é uma arte, que nem todos têm a calma e paciência necessária para dominar. Requer certa prática, mas o importante é dar o primeiro passo!

Ao contrário do fermento biológico, mais comumente utilizado no preparo do pão, o fermento natural não pode ser utilizado imediatamente após seu preparo. A fermentação ocorre num período longo. Você precisará “alimentar” seu fermento todos os dias com farinha e água por um período de cinco a dez dias. Mas não desanime, é lindo ver seu fermento crescer, e será mais lindo ainda ver como ele pode resultar num pão enorme, crocante e delicioso!

O que diferencia o fermento natural de um fermento biológico?

Em se tratando de biologia, ambos são semelhantes. O que os difere é que um é criado a partir de bactérias contidas no ar, no ambiente em que foram feitos, e outro foi criado laboratorialmente, com organismos intencionalmente adicionados a ele.

Kefir: um exemplo de fermentação natural

Uma bebida fermentada bastante popular, o kefir é um bom exemplo de fermentação natural. Ele é um leite fermentado de forma natural criado através da mistura de microorganismos. É possível encontrar disponível para a compra, você pode obter caso alguém te dê alguns grãos, ou você pode fazer o seu próprio kefir, com leite ou água. A bebida traz muitos benefícios à saúde, como auxiliar no bom funcionamento da flora intestinal e auxiliar na prevenção de doenças.

O que são alimentações inclusivas

Sabemos que há muitas pessoas com restrições alimentares e que devem evitar certos tipos de alimentos ou ingredientes em sua alimentação. Um bom exemplo são os intolerantes à lactose, ou alérgicos ao glúten. Essas pessoas precisam tomar um cuidado extra ao saírem de casa pra comer, e não podem sair por aí comendo qualquer coisa, pois as consequências podem ser danosas à sua saúde. Há também os que optam por não consumir determinados alimentos, a exemplo os vegetarianos e veganos. E nós, como sociedade, muitas vezes não estamos aptos para lidar com essas restrições.

A alimentação inclusiva vem para incluir essas pessoas em ambientes comuns como restaurantes, bares e outros locais onde sejam servidos qualquer tipo de alimento. E pensar na alimentação inclusiva é criar cardápios variados, que contemplem grupos diversos e abracem as restrições de todos, ou as mais comuns, é aprender a respeitar essa limitação alimentar e não enxergar com preconceito ou desdém, afinal cada um tem suas razões e é livre para fazer suas escolhas, inclusive alimentares.

Como a fermentação natural contribui para a alimentação inclusiva

Existem alguns alimentos que podem ser preparados através de misturas que são feitas a partir da fermentação natural, como o kefir, por exemplo. Para os intolerantes à lactose, há a alternativa de preparar seu requeijão de kefir. Dessa forma, não será necessário abrir mão desse item tão delicioso. E para acompanhar, que tal um pão preparado com um fermento natural também?! Deu água na boca? Veja como preparar seu requeijão de kefir e bom apetite!

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